Electronic Arts deixou de ser uma empresa cotada em bolsa. O negócio de aquisição por um consórcio composto pelo Fundo de Investimento Público (PIF) da Arábia Saudita, pela Silver Lake e pela Affinity Partners ficou concluído a 4 de agosto de 2026, com cada acionista a receber 210 dólares por ação em dinheiro. O valor total da operação: 55 mil milhões de dólares.
As ações da Electronic Arts foram retiradas da NASDAQ após a conclusão do negócio, encerrando décadas de atividade como empresa de capital aberto. O processo teve início com o anúncio em setembro de 2025, passou pela aprovação dos acionistas em dezembro do mesmo ano e ficou concluído esta semana.
O CEO Andrew Wilson descreveu a transação como “o início de um novo capítulo” e prometeu que os novos parceiros iriam “investir com ousadia e acelerar a inovação”. A transição para empresa privada liberta a EA das obrigações de reporte financeiro trimestral, abrindo caminho para investimentos a longo prazo sem a pressão dos resultados imediatos de bolsa.
Para os jogadores, o impacto imediato é nulo. As franquias anuais EA Sports FC, Madden NFL, NHL e F1 mantêm os calendários habituais, e os projetos em desenvolvimento como o novo Mass Effect e Star Wars Jedi seguem o plano sem alterações. A nova estrutura privada não afeta os prazos de desenvolvimento dos jogos em curso.
Em termos financeiros, a EA registou uma receita de aproximadamente 7,5 mil milhões de dólares no ano fiscal de 2026 (encerrado em março). Esta operação é descrita como a maior transação de privatização totalmente em dinheiro levada a cabo por grupos de investidores.




