CEO da EA recebe 38 milhões de dólares com o sucesso de Battlefield 6, mas os devs despedidos não estão cá para celebrar

O sucesso comercial de Battlefield 6 rendeu ao CEO da Electronic Arts, Andrew Wilson, uma remuneração total de 38 milhões de dólares no último ano fiscal, um aumento de 8 milhões face ao período anterior. A ironia não passa despercebida: os programadores que construíram o jogo foram despedidos cerca de quatro meses antes desta compensação ser tornada pública.

Battlefield 6 foi amplamente descrito como um regresso em força da série após os tropecões de Battlefield 2042. O jogo quebrou recordes internos de EA em termos de jogadores e receita, tornando-se um argumento de peso na comunicação financeira da empresa aos acionistas.

O problema é que esse argumento vem acompanhado de uma sombra difícil de ignorar. Ainda em 2025, a EA procedeu a uma vaga de despedimentos que afetou equipas diretamente envolvidas no desenvolvimento de Battlefield 6. Os trabalhadores que saíram não verão qualquer reflexo do sucesso do jogo nas suas contas bancárias, enquanto o topo da hierarquia beneficia de um pacote salarial que inclui bónus ligados precisamente a esse desempenho.

A situação volta a lançar luz sobre uma tensão que se tem tornado cada vez mais visível na indústria: a desconexão entre os resultados que os estúdios alcançam e as condições de quem os torna possíveis. Battlefield 6 foi um sucesso. Para Andrew Wilson, isso valeu 38 milhões de dólares. Para muitos dos que trabalharam no jogo, valeu uma carta de despedimento.

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