The Pathless

The Pathless – Análise

Capa de The Pathless
Release Date
12 Dezembro, 2020
Estúdio
Giant Squid
Género
Acção e plataformas
Plataformas
PS4, PS5, iOS, Windows, tvOS e Mac OS

The Pathless conta-nos a mítica aventura de uma Caçadora e a sua fiel águia que embarcam numa luta contra as trevas que assombram a ilha onde vivem. Não percam a nossa análise de uma aventura que não deve passar despercebida – por ninguém.

Dos criadores de ABZÛ, The Pathless, coloca-nos na pele de uma caçadora (Hunter) que procura libertar a sua ilha de uma maldição que assombra os vários cantos da ilha.

Tudo começa com a curiosidade do jogador em explorar The Pathless. Não existe uma chamada imediata aos jogadores do que está por detrás deste título, apenas uma curiosidade enorme em começarmos a correr e a disparar setas com o nosso arco e flecha na descoberta do que vamos encontrar pela frente.

The Pathless, análise

Este jogo promete apaixonar-vos rapidamente pela sua simplicidade e mecânica simples mas descontraída de jogar.

Com o arco da nossa Caçadora, disparamos em talismãs que se encontram espalhados pela ilha, cada tiro dá-nos um acrescento de velocidade e um tiro a meio-alvo dá ainda mais velocidade. Esta é a dinâmica mais básica e é uma das formas principais de atravessar o jogo, a juntar, temos ainda o apoio da nossa águia que nos permite pairar ou até elevar por breves instantes.

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Sendo The Pathless um jogo muito focado numa forma de jogar descontraída, podem esquecer os habituais mapas a dizerem-vos para onde devem ir, ou uma interface carregada de informação sobre para onde ir ou o que fazer…nada disso.

A Giant Squid, estúdio por detrás de The Pathless é nossa conhecida por-nos apresentar ABZÛ, outro jogo que corria ao seu ritmo, sem pressa, sem pressões. The Pathless segue o mesmo espírito, neste jogo não existe forma de morrerem ou perderem o vosso progresso; o objetivo é sempre explorar, explorar e explorar e com isto vão conhecendo o mundo e os seus recantos.

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Nesta exploração, vamos conhecendo o que aconteceu à ilha da Caçadora e interagindo com algum lore espalhado pela mesma, seja através de rochas de conhecimento ou guerreiros caídos que deixaram a sua mensagem no momento fatídico.

Para libertar a ilha da sua maldição, cabe aos jogadores libertarem os quatro espíritos que guardavam a ilha e encontram-se agora amaldiçoados. Para os libertarmos, precisamos de acender torres que estão bloqueadas do nosso acesso.

Enquanto progredimos, encontramos vários puzzles que precisam da nossa destreza para os resolvermos; com a sua resolução ganhamos tokens que são mais tarde usados nas várias torres amaldiçoadas.

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Pelo caminho e há medida que trazemos a luz a estas torres, teremos que combater cada um dos espíritos amaldiçoados sendo que cada um oferece uma dinâmica de combate diferente.

Apesar da forma de deslocação ser simples e rapidamente dominada, os puzzles são o maior desafio que vamos encontrando pelo caminho, não sendo demasiado difíceis ou frustrantes mas sim perfeitamente equilibrados para que qualquer jogador consiga desfrutar de The Pathless.

O outro obstáculo é uma espécie de tempestade que se desloca entre várias partes do mapa e que caso apanhe o jogador, prende-nos e separa-nos da nossa águia. Para sair é preciso voltar a reencontrar o nosso fiel companheiro mas pelo meio está nada mais nada menos que…o boss daquela secção.

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Quando presos dentro das tempestades temos que encontra a nossa águia sem ser vistos

Com isto, a Giant Squid consegue um equilíbrio entre momentos de tensão e descontração. Estamos a falar de um título repleto de emoções que é para ser jogado de forma livre e descontraída (grande parte do tempo pelo menos).

The Pathless é a prova que os indies continuam a surpreender

É daqueles jogos que é difícil pousarem o comando porque querem ver mais e mais, qual será o próximo boss, como será a próxima área, que puzzle vou encontrar a seguir…

Jogámos The Pathless na PlayStation 5, numa altura em que há poucos jogos de nova geração e apesar de estarmos a falar de um jogo que saiu também na geração anterior de consolas e PC, The Pathless oferece uns visuais incríveis na consola da Sony.

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Podem optar por 60 FPS e uma experiência a roçar os 4K, ou 30 FPS e os 4K assegurados mas na nossa opinião não há dúvidas: 60 FPS é o caminho. Fica tudo tão agradável de jogar e visualmente continua impressionante, um excelente trabalho para um estúdio que ainda dá os primeiros passos.

No que toca à banda sonora, deixámos para o fim mas é sem dúvida um dos elementos que mais devemos mencionar. Com as mãozinhas do compositor Austin Wintory, responsável por dar vida sonora a jogos como Flow, Journey, Abzû e até Assassin’s Creed: Syndicate, estamos perante uma banda sonora que merece arrecadar prémios e menções pela forma meticulosa e original como foi criada.

Sigam o vosso caminho e embarquem nesta aventura única, The Pathless é uma forte recomendação para qualquer tipo de jogador e apesar da sua curta duração (a campanha dura cerca de 6 a 7 horas), existem ainda puzzles e recantos a explorar neste fantástico mundo que esticam a sua longevidade.

Numa altura em que o catálogo da PS5 ainda é curto e apesar de não ser um exclusivo, The Pathless é um título obrigatório na vossa biblioteca digital.

The Pathless
The Pathless
Positivo
Original e cativante
Puzzles desafiam e incentivam a continuar
Um fantástico mundo para conhecer
Banda sonora incrível
A melhorar
Longevidade
9
Muito Bom