Returnal

Returnal – Análise

Um exclusivo da nova geração dedicado aos jogadores que procuram um desafio fora deste mundo

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Release Date
30 Abril, 2021
ESTÚDIO
Housemarque
GÉNERO
Rogue-Like
PLATAFORMAS
PS5

Returnal é o novo exclusivo para a PlayStation 5. Um título que apesar do seu género (rogue-like) não ser de agrado para todos os jogadores, merece ser louvado e apreciado em tudo o que oferece, quer ao nível gráfico, quer ao nível da sua jogabilidade e história.

Jogar Returnal é um pouco como…jogar Returnal é um pouco como repetir…jogar Returnal é um pouco como repetir a mesma rotina, vezes sem conta.

Exatamente por ser um jogo rogue-like, Returnal não será um jogo consensual entre todos visto que a dificuldade do jogo é grande, e o castigo em cada morte demasiado elevado.

Torna-se bastante difícil não fazer a analogia com os filmes Edge of Tomorrow ou Groundhog day, sendo que o rebatismo do nome do primeiro filme se adequa na perfeição a Returnal: Live, Die, Repeat.

Cada vez que morremos, acordamos no sítio onde a nossa nave de despenhou, e temos de (re)começar tudo de início. A diferença reside na geração aleatória de mapas, levando a que dificilmente repitamos um mapa, levando a que a uma maior diversidade por cada tentativa, mas em simultâneo aumentado a dificuldade.

O nome é um tributo a Rogue, um jogo de exploração de masmorras de 1980. O jogo usava geração processual para criar uma nova masmorra a cada vez que era jogado, o que fazia com que os jogadores nunca soubessem que perigo os esperavam. Através disto, Rogue também introduziu o conceito duradouro de permadeath.

PlayStation.com

História

Jogamos como Selene que se vê no planeta alienígena de Atropos, após ter tido um acidente com a sua nave. Acordamos após incidente, junto da nossa nave parcialmente destruída.

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Não passado muito tempo encontramos um corpo de alguém, sendo que esse corpo é na verdade o da própria Selena gerando um misto de suspense e confusão.

Rapidamente percebemos que estamos presos num ciclo temporal, e que temos de localizar determinadas fontes de energia para tentar sair deste ciclo. Enquanto isso vamos percebendo um pouco mais da história de Atropos, explicando o porquê da destruição do planeta e dos seus habitantes.

Uma dos grandes pontos de interesse de Returnal é a forma como a história se vai desenrolando lentamente, mas cativante o suficiente para nos fazer continuar, e tentar novamente.

Jogabilidade

Returnal adota uma postura de third person shooter, com pequenas transições para first person quando estamos dentro da nave ou dentro da nossa casa. Sim, no meio do planeta a nossa casa encontra-se lá representada, e em dadas partes da história podemos entrar lá dentro e ter momentos algo assustadores, com um ambiente extremamente sinistro que relembra a famosa demo P.T.

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A jogabilidade em si é bastante fluída, mantendo uns notáveis 60fps. Selena desloca-se a uma velocidade impressionante que faz com que seja extremamente rápido passar certas partes do mapa, seja para fugir a inimigos, seja para nos levar o mais rápido possível para o ponto onde estávamos antes da última morte.

Returnal pede dinâmica e movimento, e além da velocidade/corrida da Selena, podemos também saltar (mecânica bastante importante para evitarmos tiros inimigos) contando ainda com uma impulsão para a frente (dash) que funciona um pouco como teleporte, e nos permite passar por entre fogo inimigo.

Armamento

Começamos o jogo junto da nossa nave destruída e com uma simples pistola. A nossa arma tem sempre o disparar normal e o disparar alternado (alt-fire). Enquanto que o primeiro dispara tiros ditos normais, o segundo serve como uma ataque especial que causa maior dando, mas que ao mesmo tempo requer maior tempo recarregar a arma (cooldown).

Apesar de não existir limites de munições, não podemos estar indefinidamente a disparar, pois a arma que estamos a usar tem um cooldown que pode ser maior ou não conforme a nossa agilidade, visto que o jogo nos permite poupar tempo de cooldown se carregarmos no R2 dentro da janela indicada.

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O armamento é bastante diferenciado, e ao longo do jogo vamos encontrando e desbloqueando novas armas, cada uma com características próprias, e que se podem adaptar melhor ou pior ao estilo de jogo de cada jogador.

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As armas têm níveis diferentes que variam consoante o nosso proficiency level que é reiniciado em cada novo ciclo, e que vai aumentando consoante o número de mortes e consumíveis específicos que apanhamos. Returnal recompensa não sofrermos dano, e quanto maior for o número de mortes consecutivas sem sofrer dano maior é o ganho de proficiency level que obtemos.

O Alt-Fire não é constante no mesmo tipo de arma, ou seja é possível termos a mesma arma e termos Alt-Fire diferentes. Os poderes de Alt-Fire são desbloqueados ao longo do jogo quando encontramos novas armas. Podemos encontrar Alt-Fire que nunca usamos anteriormente, e se fizermos um certo numero de tiros certeiros desbloqueamos esse poder para futuras armas que possamos encontrar.

Muito cedo no jogo contamos com uma espada, que nos permite um combate mais melee. A espada é capaz de matar alguns inimigos com 1 golpe, e é essencial para destruir os escudos que alguns inimigos têm.

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Mais para a frente do jogo contamos também com uma espécie de corda com um gancho, que nos permite elevar ou viajar entre plataformas.

Este método torna-se importante visto também ser possível usa-lo em batalha, sendo por isso mais um mecanismo possível para evitar apanhar com fogo inimigo.

Consumíveis

Ao longo do jogo vamos encontrando consumíveis com o intuito de nos ajudar a sair do ciclo temporal que nos encontramos. Existem vários tipos de consumíveis:

  • Ether – O único consumível que não desparece quando morremos, e que serve um pouco como moeda, pois permite-nos trocar ou por obolites, ou por fazer uma espécie de save point em determinadas zonas do mapa.
  • Saúde – Estes itens verdes permitem recuperar energia perdida. Se já tivermos com a energia no máximo, estes itens aumentam a capacidade da nossa vida.
  • Obolites – A principal moeda deste jogo, e que podemos apanhar do mapa ou por cada inimigo que matemos. Os obolites permitem ser trocados por consumíveis ou power ups em determinadas partes dos mapas.
  • Power Ups – Estes itens azuis servem para o jogador ficar ligeiramente mais forte. Incluem consumíveis imediatos que só podem ser usados uma vez ou consumíveis que só desaparecem quando o ciclo é reiniciado. Também existem chaves que abrem cofres ou salas específicas.
  • Contaminados – Existem alguns itens que estão contaminados. Normalmente são power-ups em que podemos arriscar abrir e ficar com problemas no nosso fato que desparecem apenas quando cumprimos os objetivos descritos, ou então podemos não arriscar e limpar a contaminação com Ether.
  • Parasitas – Existem parasitas que podemos anexar ao nosso fato que nos oferecem um power-up, mas ao mesmo tempo acrescentam algo de negativo, colocando o dilema de perceber se vale efetivamente a pena ou não.
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Dificuldade em Returnal

Um dos maiores tópicos de discussão em praticamente quase todos os jogos rogue-like é a sua dificuldade, e Returnal não é excepção.

Dividido em seis biomes, onde cada um conta com um boss, sempre que morremos vamos parar ao início. Apesar de não termos de matar novamente os bosses, a verdade é que até chegar ao nível onde estávamos irá demorar algum tempo, sendo aconselhável aumentarmos a barra de vida até lá chegarmos. Para tal será necessário algum grind o que leva a que cada repetição que queiramos fazer, demore demasiado tempo.

Cada vez que morremos perdemos basicamente tudo, com pequenas exceções como a pistola, espada e ether. Tudo o resto é reiniciado, levando a alguma frustração por ter de começar tudo novamente do zero.

Apesar de tudo, existe a possibilidade de acedermos a um portal que nos deixa no biome que estávamos, e mal entramos existe um power-up que nos adequa o proficiency. Ainda assim, acaba por ser curto para as dificuldades que iremos encontrar.

A diversidade de inimigos é grande, e vão ficando cada vez mais difíceis conforme progredimos nos biomes. Se não tivermos consumíveis que restaurem a energia e uma barra de vida considerável, fica quase impossível completar os biomes e matar os respetivos bosses.

DualSense e Audio 3D

Tratando-se um exclusivo para a Playstation 5, além do aspeto gráfico já salientado, Returnal expora muito bem as características que a PS5 oferece.

Além de não existirem loading screens e o carregamento do jogo ser extremamente rápido devido ao excelente uso do disco SSD, Returnal faz uso do Audio 3D dando uma maior perceção do ambiente que nos rodeia através do som, e da utilização do DualSense que nos permite não só sentir as características do meio ambiente, como chuva por exemplo, mas também a possibilidade via addaptive triggers de diferenciar se estamos a apontar com a arma normal ou com o Alt-Fire.

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É difícil de apontar erros ou problemas em Returnal. Um jogo que explora perfeitamente todas as novas capacidades que a PS5 nos oferece e que em simultâneo nos oferece uma jogabilidade divertida, e em simultâneo nos imerge numa história sombria e cativante. No entanto gênero (rogue-like) do jogo irá (injustamente?) afastar muitos jogadores de experimentar Returnal.

Returnal
Returnal
Positivo
Jogabilidade
Excelente utilização das características que a PS5 oferece
História e ambiente
A melhorar
Ausência de checkpoints
Dificuldade demasiado acrescida para jogadores menos rotinados
9
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