Spirit of the north 2

Spirit of the North 2 – Análise

Spirit of the north 2
Release Date
8 Maio, 2025
Estúdio
Infuse Studio
Género
Puzzle e aventura
Plataformas
PS5, Xbox One, GeForce Now, Microsoft Windows, Xbox Series X and Series S

Spirit of the North 2 é uma clara evolução do seu antecessor, oferecendo-nos um mapa recheado de paisagens deslumbrantes e segredos para desvendar. No entanto, a aventura que prometia ser calma e relaxante é de certa forma assombrada por algumas mecânicas na jogabilidade.

Como no jogo anterior, jogamos na pele de uma raposa. Não existe grande contexto ou explicação sobre o nosso personagem, ou sobre as suas motivações. Não existem diálogos e toda a informação é dada através de fragmentos que vamos adquirindo ao longo do mapa através da exploração e resolução de puzzles.

No entanto esta jornada não é feita sozinho pois contamos com a companhia de um corvo que nos ajuda ao longo desta aventura..

O regresso da mitologia nórdica

Como no primeiro título, Spirit of the North 2 devolve-nos ao ambiente nórdico com fortes influências de folclore Finlandês inspirados pelas terras Islandesas.

No entanto, o mapa neste jogo é significativamente maior (cerca de dez vezes) e encontra-se dividido em seis regiões diferentes, cada uma com características e ambientes próprios.

A mitologia nórdica volta a marcar presença onde é realçado a importância dos guardiões animais que eram idolatrados pelos povos.

Erros demasiado forçados

Após um menu onde podemos personalizar a nossa personagem, podendo modificar ligeiramente o aspeto da nossa raposa, iniciamos a nossa jornada num santuário, na companhia de outros animais/guardiões num cenário quase paradisíaco.

No meio da exploração, encontramos Grimnir, o antagonista do jogo que se encontra preso. A única maneira dele se soltar da sua prisão era conseguir reunir-se com o seu bastão… e é exatamente isso que por algum motivo a nossa raposa “acidentalmente” faz numa mistura de azar e uma incompreensível e conveniente ausência de noção.

Conseguindo libertar-se da sua prisão, Grimnir solta a sua força sombria e incendeia o nosso santuário, corrompendo os nossos amigos guardiões.

Cabe-nos a nós e ao nosso fiel amigo corvo libertarmos os guardiões e combater a ameaça de Grimnir.

Uma jornada relaxante até certo ponto

Em termos de jogabilidade existem algumas alterações relativamente ao título anterior, mesmo que o core da mesma se mantenha.

Inicialmente a nossa raposa apenas faz os movimentos básicos de saltar, rastejar e correr, mas com o tempo vai desbloqueando novas habilidades que fazem com que o jogo não seja demasiado repetitivo, como, por exemplo, a habilidade de poder planar com a ajuda do nosso amigo corvo.

Estas novas habilidades permitem-nos aceder a sítios que anteriormente não conseguíamos chegar e permitir novas abordagens aos puzzles que encontramos.

Por falar em puzzles, Spirit of the North 2 oferece-nos um conjunto de puzzles relativamente simples e que se resumem muito a encontrar um ou mais objetos e levá-los para determinado sítio para progredirmos no nosso caminho.

A mecânica de salto conta com uma espécie de salto programado que é usado para subir para cima de algo. Esta mecânica é identificável com um pequeno triângulo azul, funciona relativamente bem, embora por vezes exista alguma frustração pelo triângulo não aparece para o sítio que queremos ir, e temos de andar um pouco para um dos lados na esperança que isso movimento o destino do salto. Outro dos problemas desta mecânica é a obrigatoriedade de o usar, por não conseguirmos aceder aos mesmos locais se usarmos o salto normal, estragando um pouco a fluidez do jogo.

Outra das novidades que o jogo oferece é o facto de perdermos os cristais (moeda) que angariamos quando morremos. Não é uma perda definitiva pois conseguimos recuperar tudo se voltarmos ao local onde perdemos a vida, numa mecânica semelhante a Dark Souls. Pessoalmente tivemos uma experiência menos boa com essa mecânica pois caímos de uma montanha alta e os cristais ficaram numa rocha impossível de escapar, fazendo-nos perder todos os ganhos obtidos até à altura.

Na luta do bem contra o mal

Em cada zona existe um boss para ultrapassar, um dos guardiões que foi corrompido por Grimnir. Estes desafios não são propriamente lutas, pois o nosso personagem não tem qualquer ataque. São uma espécie de mini puzzles (bastante simplistas) que são necessário cumprir para derrotar o guardião.

Estes desafios têm de ser cumpridos enquanto nos desviamos dos ataques inimigos, ataques esses que, embora não sejam muito desafiantes, têm uma componente acrescida de dificuldade associada a uma perspetiva de câmara que muda automaticamente, e que por vezes dificulta mais do que ajuda.

Para ajudar no progresso da história contamos também com uma skill tree que desbloqueia alguns skills básicos (mais vida, menos dano nas quedas, etc). Esta árvore é bastante extensa, embora a recompensa seja básica.

Paisagens bonitas, ainda que com alguns problemas

Spirit of the North 2 foi feito em Unreal Engine 5 e oferece-nos os modos Performance (60fps) e Fidelity (30fps).

Optamos por jogar no modo Performance e sentimos algumas quebras na fluidez do jogo. Além disso, o jogo sofre também de alguns objetos que simplesmente apareciam do nada (pop in).

Outro dos problemas visuais que encontramos foi relacionado com a iluminação, principalmente dentro das cavernas e grutas onde literalmente não conseguíamos ver nada à frente, e um passo em falsa pode facilmente significar a morte do nosso personagem. Existe uma falta de equilíbrio de luminosidade entre as paisagens de mundo aberto e os sítios mais fechados, levando a que seja tenhamos tido a necessidade de ir ajustando os níveis de luminosidade consoante o cenário onde nos encontrávamos.

Spirit of the north 2
Apesar de alguns problemas, Spirit of the North 2 consegue cumprir com o seu objetivo e oferecer-nos uma aventura memorável num mundo maravilhosa e cuidadosamente construído.
Positivo
Paisagens deslumbrantes
Imersão
A melhorar
Alguns problemas técnicos
Problemas de performance
7

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