MLB: The Show 26 – Análise

Release Date
12 Março, 2026
ESTÚDIO
San Diego Studio
GÉNERO
Simulador de Basebol
PLATAFORMA
PlayStation 5, Nintendo Switch, Xbox Series X e Series S

O despertar de MLB: The Show 26 foi, no mínimo, atribulado. Surgindo com o ar sonolento de quem não mudou a roupa do dia anterior, falha em trazer o brilho ou a inovação necessária para seduzir jogadores mais casuais.

MLB: The Show 26 é a nova e pouco surpreendente entrada do que é, sem a menor questão, o melhor simulador de baseball da atualidade. Todas as características que colocaram MLB: The Show como a referência neste tipo de jogo mantêm-se lá, e contam com algumas (poucas) melhorias em algumas áreas do jogo.

Maior acessibilidade menos precisão

A introdução da mecânica Big Zone Hitting é uma das novidades no que diz respeito à jogabilidade. Esta nova mecânica uma boa adição para novos jogadores ou mais casuais, facilitando a zona de batida em quadrantes maiores, permitindo ao jogador preocupar-se mais com o tempo de reação e menos com a zona onde a bola cai.

Outra nova mecânica introduzida em MLB: The Show 26 é o Bear Down Pitching e que recompensa a consistência e precisão ao longo do jogo, construindo uma espécie de barra de energia que permite lançamentos com alta precisão e maior probabilidade de sucesso. Esta mecânica acaba por introduzir uma nova dinâmica ao jogo, permitindo a gestão desta nova mecânica para alturas cruciais do jogo, funcionando um pouco como um ás de trunfo.

The Show must go on

O modo Road to the Show, o modo onde começamos como um jogador universitário, e evoluímos/progredimos para as melhores equipas da MLB recebeu algumas atualizações. Os anos iniciais, onde jogamos por uma universidade, não são apenas um prólogo. Foram incluídas mais universidades e melhorias no sistema de recrutamento que melhoram a imersão.

Além disso a introdução do Smart Sim foi uma excelente mais-valia que permite simular os jogos menos importantes sem perder controle sobre momentos narrativos ou marcos estatísticos da carreira.

Trade Hub e não só

Para os amantes do modo Franchise Mode, a introdução do Trade Hub é uma excelente notícia. Este novo modo revolucionou o UI, centralizando toda a informação neste menu. As negociações foram largamente melhoradas, sendo agora feitas de forma mais lógica e racional, não permitindo trocas irrealistas que aconteciam nas edições anteriores do jogo.

O modo Storylines continua a marcar presença e permite recriar alguns momentos icónicos da história do baseball. O nível de qualidade deste modo continua a surpreender-nos com toda a sua qualidade e narrativa visual.

Ultimate Diamond Dynasty

Para quem não está familiarizado, o modo Diamond Dynasty é uma espécie de Ultimate Team (semelhante a FIFA/EAFC) onde podemos jogar com os jogadores que nos saem em cartas. Não é necessário gastar dinheiro real em micro transações porque se vai ganhando packs e moedas conforme jogamos. No entanto, quem decide investir em micro transações têm melhores jogadores de uma bastante mais rápida, e tratando-se de um modo com componente online, isso acaba por ter um peso grande.

Infelizmente este ano, este modo parece premiar mais as micro transações do que em anos anteriores, parecendo querer alinhar-se com as práticas menos populares de modos semelhantes às de outras editoras.

A Deluxe Edition, por exemplo, oferece logo várias cartas top-tier, dando uma vantagem significativa para quem apenas comprou a versão standard. Além disso, MLB: The Show 26 não permite jogadores duplicados nas duas equipas, dando uma grande vantagem a quem joga “em casa” e tem uma maior profundidade no plantel.

Sem dúvida que Diamond Dynasty é o modo que mais conteúdo recebe anualmente, no entanto, parece ter havido uma alteração na forma de o desbloquear, sendo preciso um maior grind do que em anos anteriores.

Um dos melhores exemplos é o limite de 20 cartas por item raro, algo que em anos anteriores não acontecia, e que era uma das melhores maneiras de evoluir rapidamente para quem não quer entrar no mundo das micro transações.

Do 8 ao 80

MLB: The Show 26 é um jogo de extremos. Tem aspectos de um brilhantismo total, principalmente ao nível da apresentação. O pré-jogo, os comentários, a envolvência, tudo tem uma qualidade extremamente alta, sendo a referência nos simuladores desportivos. Não há nenhum simulador desportivo da atualidade que consiga atingir o nível que MLB: The Show 26 nos oferece.

Mas depois, quando o jogo começa, em termos visuais, essa magia desaparece rapidamente. MLB: The Show 26 continua com gráficos extremamente desatualizados (mais parecendo gráficos da era final PS3) do que da geração atual.

As texturas, público, detalhe mantem-se idênticos nestes últimos anos. Além disso, não existe qualquer melhoria para a PS5 Pro.

É verdade que foram introduzidas algumas melhorias na iluminação e as animações de campo estão muito bem conseguidas, mas graficamente o jogo encontra-se (cada vez mais) desatualizado.

MLB: The Show 26
A San Diego Studio provou que consegue polir a mecânica em cada iteração, mas em 2026, exige-se que seja acompanhada por uma revolução visual que justifique o preço de um título de nova geração.
Positivo
Introdução do Trade Hub
Brilhantismo das Negro Leagues Storylines
Novas mecânicas de jogabilidade
A melhorar
Gráficos desatualizados
Diamond Destiny a previligiar as micro-transações
7

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