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Life Is Strange: True Colors – Análise

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Release Date
10 Setembro, 2021
ESTÚDIO
Square Enix
GÉNERO
Aventura gráfica
PLATAFORMA
PS4 e PS5

Life Is Strange: True Colors oferece-nos uma história cativante rodeada de suspense, contado com personagens carismáticas que abrilhantam o jogo. Apesar de não trazer grandes novidades, consegue em algumas ocasiões elevar a qualidade dos seus antecessores.

Esta análise irá ser feita sem qualquer spoiler. Será evitado falar do evento que gera o grande mistério que é referido várias vezes durante esta análise, e que infelizmente são possíveis de ver nos trailers oficiais de lançamento do jogo.

Life is Strange 1,2,3… 4

Life Is Strange: True Colors chega seis anos depois de termos ficado a conhecer o primeiro título de Life is Strange. Desta vez situado numa cidade aparentemente pacata, este novo título introduz-nos novas personagens e um novo poder sobrenatural que permite à nossa personagem (Max) conseguir ler a aura das pessoas em seu redor e sentir as emoções que outros estão a sentir.

Como nos títulos passados, a história é contada ao longo de cinco capítulos. No entanto, e ao contrário do que vem sido habitual, os cinco capítulos foram lançados em simultâneo, melhorando assim a experiência e imersividade.

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Este novo título desenvolvido pela Deck Nine Games aborda temas sensíveis e reais que nos fazem envolver ainda mais na narrativa do jogo. Se no passado temas como bullying, eutanásia, suicídio (Life is Strange) e xenofobia/racismo (Life is Strange 2), em Life Is Strange: True Colors o maior foco incide sobre a forma como nos deixamos guiar pelos sentimentos e emoções que sentimos e todas as consequências que daí advêm.

Outros tópicos abordados e que são igualmente importantes passam por compreender as implicações da doença de Alzheimer, a abordagem ao lado negro do ciúme entre outros temas que são abordados neste jogo e que devem ser alvo de reflexão devido à sua proximidade com a realidade que vivemos atualmente.

Uma nova Alex chegou à cidade

Jogamos na pele de Alex, na chegada à cidade de Haven Springs para ir viver com o seu irmão Gabe. Inicialmente pouco sabemos de Alex alem de que teve uma infância atribulada passada num centro de adoção e afastada do seu irmão.

Rapidamente ficamos a conhecer (quase) toda a cidade. As personagens com que interagimos são ricas em detalhes e pormenores. Todas elas tem histórias, sonhos e todas servem um propósito na narrativa que nos encontramos.

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É quase impossível não nos apaixonarmos por Haven Springs. Uma cidade pequena e pacata mas cheio de vida e pormenores visualmente deslumbrantes. Além disso, todos os seus intervenientes parecem servir um propósito, direto ou indireto, na narrativa do jogo.

Um dos melhores exemplos disso foi o evento de LARP (Live Action Role Playing) onde a cidade organiza e participa numa aventura e que se traduz num segmento de jogo incrivelmente inovador (para o género) e onde jogamos um turn based RPG com a Alex e o seu companheiro.

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Companheiros de aventura

Não querendo invadir o território dos spoiles, a interação com outras personagens em Life is Strange True Colors é uma constante uma das essências do jogo, como vem sido habitual em títulos anteriores.

Em Haven Springs rapidamente nos “apaixonamos” por algumas personagens com grande destaque para a excêntrica Steph e o mais reservado Ryan (o melhor amigo de Gabe, o irmão de Max), que acompanharão e ajudarão Max a desvendar o grande mistério de Haven Springs.

Para os mais distraídos, não se trata da primeira aparência de Steph no mundo de Life is Strange. Steph fez parte de Life is Strange Before the Storm (a prequela do primeiro jogo) e era uma das amigas de Chloe.

Jogabilidade

Em relação à jogabilidade Life Is Strange: True Colors segue a mesma mecânica dos seus antecessores. Trata-se de uma aventura gráfica onde o jogador explora e interage com personagens ou objetos, permitindo ao jogador navegar pela cidade de Haven Springs ao seu ritmo, podendo ler as emoções de alguns cidadãos presentes nas ruas e conhecer algumas das suas preocupações. Em certos casos a nossa personagem Max pode dar uma pequena ajuda para desbloquear algumas situações.

Life is Strange é caracterizado pelas opções de dialogo e ação que se traduzem em consequências que irão surgindo com o desenrolar da história. Life Is Strange: True Colors segue essa mesma abordagem, existindo várias decisões que impactam a forma como outros personagens falam e lidam connosco, e que podem impactar o desfecho final.

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Todas as decisões que tomamos, querem sejam em diálogo quer numa ação, tem impacto no desenrolar da história. Não se tratam de decisões supérfluas que apenas servem um propósito mínimo e circunstancial. Entretanto gostaria que algumas das nossas decisões tivessem um maior impacto numa das componentes da narrativa que considero essenciais, não querendo entrar em grande detalhe para não revelar qualquer spoiler, pois este é daquele tipo de jogos que quanto menos soubermos, melhor.

Poderes

Apesar de não ser tão épico como o poder de reverter o tempo que Max Caulfield detinha no primeiro jogo, Max Chen consegue ter uma perceção clara do que as pessoas em seu redor estão a sentir através de uma áurea colorida.

Cada cor acaba assim por representar um leque de emoções: A incerteza/medo é caracterizada com a cor azul, enquanto a raiva é transmitida com a cor vermelha. Se por outro lado a personagem tiver num pleno estado de felicidade, a sua áurea irradia a cor amarela.

Este poder trás com ele a capacidade de descortinar quando algo não está bem, sendo impossível esconderem algo de Max visto que ela através dos seus poderes consegue sentir o que a outra pessoa está sentir, conseguindo por isso descobrir a causa por detrás daquele sentimento negativo.

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Outro dos pontos que merece destaque é a excelente interligação entre as emoções que um personagem está a sentir e as expressões faciais. Ambas casam perfeitamente, sendo que nem é preciso a áurea para compreender qual o estado de espirito de determinados personagens.

Banda Sonora

Todas as histórias ficam melhores quando acompanhadas por uma boa banda sonora. Life is Strange True Colors é um excelente exemplo onde a música encaixa na perfeição na história que é contada, servindo muitas vezes como um perfeito complemento da história.

DLC

Será lançado já no próximo dia 30 de Setembro Wavelengths, um DLC totalmente focado em Steph. Trata-se de uma prequela de Life is Strange True Colors que relata o início da aventura de Steph em Haven Springs.

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Conclusão

Life is Strange True Colors não é um jogo inovador, principalmente quando comparado com os seus antecessores. No entanto traz-nos a qualidade que nos vem habituando com uma história cativante aprimorada por diálogos e relações bem construídos fruto do excelente trabalho feito na caracterização das personagens principais do jogo.

Ficou apenas a faltar um maior impacto no desfecho da resolução do já referido mistério, que poderia adotar a abordagem feita em Life is Strange 2 onde as nossas decisões ao longo do jogo bloqueavam algumas opções finais, dando por isso um maior sentido de coerência.

Trata-se de um dos melhores jogos do género e que merece ser experienciado por apreciadores de aventuras de ação.

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Life is Strange True Colors
Positivo
Aspeto visual brilhante
Personagens interessantes e bem caracterizadas
Abordagem de temáticas mais sérias
História cativante
A melhorar
Deveria existir um maior impacto no mistério final
Não apresenta grandes inovações
8