Destaque Horizon Forbidden West

Horizon Forbidden West – Análise

Horizon Forbidden West
Release Date
18 Fevereiro, 2022
Estúdio
Guerilla Games
Género
RPG de acção
Plataforma
PS4 e PS5

Horizon Forbidden West é uma sequela perfeita de Zero Dawn e que apesar de ser lançado em Fevereiro, é já um forte candidato a ganhar o prémio de Jogo do Ano.

Após os eventos de Zero Dawn

Horizon Forbidden West ocorre seis meses depois dos eventos de Zero Dawn, onde Aloy conseguiu evitar a exterminação da humanidade comandada por Hades, um programa de Inteligência Artificial desenhado para o efeito.

No seguimento de Zero Dawn surge o aparecimento de uma praga que está a contaminar todo o planeta, tornando os solos inférteis e matando qualquer tipo de colheita ou de animais.

Com isto Aloy continua a sua aventura na busca de uma solução para este problema, tentando recuperar uma cópia de Gaia (super programa de Inteligência Artificial responsável por coordenar a recriação de vida no planeta terra) que se tinha auto-destruído no decorrer dos eventos de Zero Dawn.

Uma jornada não tão solitária

svg%3E

Desta vez Aloy não se encontra sozinha. Em Horizon Forbidden West podemos contar com a ajuda de alguns dos nossos amigos do Zero Dawn com destaque para os regressos de Erend e Varl que nos acompanham na nossa jornada marcando presença no decorrer da história. Embora apenas participem apenas em algumas missões, a sua presença recorrente e importante no desenrolar da história.

Uma das grandes diferenças em relação a Zero Dawn é exatamente a introdução de novas personagens que fazem parecer o mundo do Oeste proibido mais rico e vivo.

Para isso ajuda que todas as personagens principais e secundárias sejam brilhantemente interpretadas e com excelentes diálogos, permitindo com isso uma maior envolvência e imersão nas narrativas que cada um oferece.

Mapa do Oeste

O mapa de Horizon Forbidden West é gigantesco, cheio de conteúdo para explorar e atividades para fazer. Existem quatro as tribos a viver no Oeste proibido. Às já conhecidas tribos de Oseram  e Carja juntam-se as mais as novas tribos de Utaru e Tenakth, cada uma com caraterísticas próprias.

svg%3E

Além das missões principais existem também bastantes missões secundárias que merecem igual destaque. Estas missões secundárias apesar de não serem obrigatórias acabam por acrescentar contexto adicional, introduzindo-nos várias novas personagens, cada uma com a sua história de vida e problemas.

Esse foi outro dos grandes melhoramentos relativamente ao seu antecessor. A narrativa de Horizon Forbidden West não está apenas focada no que aconteceu à humanidade, mas sim nas relações pessoais que estabelecemos com quem nos encontramos e falamos, dando um maior nível de profundidade emocional ao jogo.

Neste jogo podemos contar com muitas das atividades herdadas de Zero Dawn. Os campos de bandidos estão de regresso assim como os Tallnecks (que quando escaldos permitem ver o mapa em redor). Os Hunting Grounds também estão de regresso, tendo sido acrescentado um novo desafio – Melee Pits – onde testamos as nossas combinações de ataque que culminam numa luta final contra o campeão da aldeia.

Apesar de ser lançado em Fevereiro é já um forte candidato a ganhar o prémio de Jogo do Ano

Além das referidas atividades destaque ainda para a Arena onde lutamos contra máquinas num combate cronometrado, para as Ruínas onde temos de conseguir descortinar o caminho até a relíquia escondida entre outras.

Outra das grandes novidades foi a introdução do jogo de tabuleiro Machine Strike. Uma adição bastante interessante que, com as suas diferenças, nos fez lembrar do famoso Gwent do Witcher 3.

Jogabilidade

Como em fórmula vencedora não se mexe, a jogabilidade de Horizon Forbidden West assemelha-se bastante à de Zero Dawn. E isso é uma coisa boa.

svg%3E

Apesar das semelhanças é importante referir que foram introduzidas algumas alterações, principalmente no que diz respeito à escalda de montanhas. Agora é possível visualizar quais os pontos que nos podemos agarrar quando pretendemos subir pela montanha acima, evitando as frustrações que ocorriam em Zero Dawn.

No entanto, e apesar das melhorias introduzidas nem tudo é perfeito, como por exemplo nas situações onde ficamos “presos” em cima de uma pequena rocha a uns poucos centímetros do chão porque não estamos a descer pelo exato caminho programado (ocorre principalmente quando montando numa máquina).

Foram também acrescentadas algumas armas e novos equipamentos. Além da máscara que nos permite visitar as cidades subaquáticas foi também introduzido um glider que nos permite planar entre localizações e um Grappling Hook que apesar de apenas ser possível usar em situações pré-definidas, oferece uma dose extra de divertimento.

svg%3E

Modo RPG

Seguindo o seu antecessor, Horizon Forbidden West é igualmente um RPG. Com o desenrolar do jogo Aloy vai evoluindo de nível, traduzindo-se numa maior barra de vida e em skill points que podem ser usados em seis árvores de skills distintas.

Cabe ao jogador escolher qual a skill tree que privilegia o seu estilo de jogo sendo que existem as árvores que se focam no combate, na caça, nas armadilhas, na infiltração (stealth), na sobrevivência ou em ficar mestre no controle das máquinas.

O jogador não fica preso a uma árvore apenas. Pode escolher vários skills de árvores diferentes podendo igualmente escolher diferentes Valor Surges. Este novo poder de Aloy acaba por funcionar como um boost temporário que se pode usar em combate que pode aumentar o dano realizado, criar ataques especiais entre outras opções.

Outra das ajudas que Aloy pode contar são as especializações das armas, onde cada uma conta com uma técnica específica. Esta técnica específica é igualmente desbloqueada nas árvores de skills.

Combate

O combate de Forbidden West continua a ser um dos seus pontos mais fortes.

Um pouco como em Zero Dawn podemos optar por plantar armadilhas, tentar ao máximo eliminar silenciosamente o maior número de inimigos possíveis ou tentar manter alguma distância com as nossas armas de longo alcance onde se enquadra a principal arma de Aloy – o seu arco.

svg%3E

O arco e flecha continua a ser a arma mais apetecível do jogo combinada com os diferentes tipos de setas que podemos usar. Como no primeiro jogo podemos ter setas (e bombas) explosivas, que provocam descargas elétricas, que contêm gelo, que fazem implodir partes do inimigo e setas com ácido.

Cada máquina tem as suas fraquezas que podem facilmente ser visualizados com o nosso pulse que nos indica qual dos tipos (fogo, ácido, gelo, descargas elétricas) aquela máquina é mais vulnerável. Além disso o pulse identifica qual as partes da máquina são separáveis, e com isso infligem maior dano.

O combate frente a frente com a lança também foi bastante melhorado com a introdução de vários combinações, permitindo fazer ataques contínuos que infligem grande dano.

Performance

Não podíamos deixar de referir o quão otimizado Horizon Forbidden West está. É incrível que um jogo com esta qualidade gráfica consiga correr numa Playstation 4 base a 30fps e com poucas perdas em qualidade gráfica quando comparada com a versão da Playstation 5.

svg%3E

Na Playstation 5 podemos optar pelo modo performance que corre a 60fps mas sem ray tracing ou pelo modo fidelity que corre a 30fps com raytracing. Os tempos de carregamento são praticamente inexistentes, o que melhora bastante a experiência do jogo quando morremos ou fazemos fast travel.

Não podíamos deixar de voltar a referenciar o programa “Plant and Play” promovido pela sony que visa o reflorestamento e que consiste em plantar uma árvore cada vez que o troféu “Reached the Daunt” for ganho pelos jogadores.

Destaque Horizon Forbidden West
Horizon Forbidden West
Horizon Forbidden West é um título imperdível. Divertido de jogar, bem escrito, bem interpretado e visualmente deslumbrante será certamente recordado como um dos melhores jogos desta nova geração
Positivo
Qualidade Gráfica
Jogabilidade
Narrativa
A melhorar
Durante o combate por vezes a câmara perde-se um pouco
Ocasionalmente algumas imagens são carregadas demasiado tarde
Alguns problemas de navegação, principalmente quando montamos as máquinas
10

Não percas uma novidade