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Gotham Knights – Análise

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Release Date
21 Outubro, 2022
ESTÚDIO
WB Games Montréal
GÉNERO
Acção/Aventura RPG
PLATAFORMA
PS5

Gotham Knights é o mais recente título da WB Games Montréal que apesar de nos oferecer uma cidade de Gotham competente e uma narrativa inteligente não consegue estar à altura das expetativas geradas.

A expectativa para Gotham Knights era bastante elevada, não só fruto dos trailers que foram sendo lançados pela WB, mas também porque era o primeiro título passado em Gotham desde Batman Arkham Knight.

Gráficos e performance foram surpresa de última hora

Uma das grandes desilusões de Gotham Knights foi o facto deste apenas correr a 30fps, não existindo um modo performance que conseguisse atingir os 60fps mesmo com o custo de uma menor resolução. Isto tem um maior impacto neste tipo de jogos de ação/combate. Um modo performance em Gotham Knights iria certamente beneficiar o combate e o dinamismo do mesmo.

Gotham Knights é um exclusivo nextgen, mas desengana-se quem ache que isso é sinonimo de gráficos ultrarrealistas pois não é definitivamente o caso. A cidade da Gotham é competente e tem por vezes alguns cenários de brilhantismo. No entanto a cidade de Gotham Knights acaba por ser demasiado genérica e previsível, havendo poucos fatores diferenciadores entre a cidade de Gotham e uma outra qualquer cidade.

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Isso fica ainda mais refletido quando comparado com Batman: Arkham Knigt que nos oferece uma cidade de Gotham brilhante, cheia de contrastes visuais que nos oferecem uma imagem inequívoca de que aquela cidade que estamos a ver é Gotham.

Continuando com as comparações, em Batman: Arkham Knigt tinhamos uma cidade com mais vida e cheio de inimigos e atividades ao virar de cada esquina enquanto que em Gotham Knights a cidade parece meio deserta, com pouca ação ou vida, e tendo os inimigos demasiado espalhados pela cidade.

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Apesar do aspeto visual exterior de Gotham nos ter desiludido um pouco, o mesmo não se pode dizer nos interiores dos edifícios dos poucos edifícios que jogamos, onde é tudo detalhado e pormenorizado com bastante cuidado. Um excelente exemplo disso é o Iceberg Lounge, o clube noturno de Pinguim e o qual iremos visitar no decorrer do jogo.

Batman fora de cena, venham os Gotham Knights

Batman morreu! É assim que Gotham Knights nos dá as boas vidas com uma cutscene onde vemos Batman a lutar com o seu velho inimigo Ra’s al Ghul, sacrificando a sua vida numa tentativa de salvar Gotham.

Após esse evento ficamos a conhecer os quatro heróis que herdam o papel de proteger Gotham. São eles Nightwing, Batgirl, Robin, and Red Hood.

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Um dos aspetos mais bens conseguidos é a caracterização e desenvolvimento destes personagens. Aconselhados e guiados por Alfred é visível a sua evolução ao longo do jogo.

Essa evolução fica mais visível quando jogamos com o mesmo personagem do início ao fim da campanha. No entanto é possível a qualquer altura trocar de personagem.

É nos diálogos e interação da equipa de heróis que Gotham Knights brilha, ao contrário das interações com outros intervenientes da história, que contam com diálogos sequencias e com pouco ou nenhum dinamismo ou vida.

Jogabilidade

É na jogabilidade que Gotham Knights também ficou uns furos abaixo do esperado, assombrado por combates extremamente genéricos, simples e demasiado repetitivos.

A pouca diversidade de inimigos aliada ao facto de alguns deles terem uma barra de vida demasiado grande faz com que o combate pareça aborrecido por vezes, principalmente contra inimigos de maior porte que conseguem ser autênticos sacos de boxe tornando a experiência de os eliminar bastante aborrecida e pouco desafiante.

Uma das raras coisas positivas relativamente ao combate é o facto de cada herói ter as suas habilidades e movimentos, ajudando a combater o aborrecimento de estar sempre com o mesmo herói e repetir vezes sem conta os mesmos movimentos.

Cada inimigo repete sempre os mesmos ataques, tornando as lutas numa espécie de coreografia ensaiada. Desvia, desvia, desvia, ataca ataca, espera. E repetir novamente, e novamente, e novamente (…)

As lutas podem ser mais ou menos demoradas consoante o nível do nosso herói e o equipamento que tivermos. Se nos encontrarmos num nível mais baixo do que o recomendado para a atividade que estamos a fazer, os inimigos vão absorver (ainda) mais dano.

Felizmente o nível que nos encontramos é partilhado entre heróis assim como o materiais necessários para fabricar um dos três tipos de equipamento: Fato, arma de combate de curto alcance e arma de longo alcance.

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O que não é partilhado é a habilidade especial que nos permite uma maior facilidade a passear pela cidade de Gotham e acrescenta uma nova árvore de habilidades que podem ser desbloqueadas com skill points que ganhamos com a progressão do nosso personagem. Esta habilidade é desbloqueada através da missão Knighthood onde é necessário, entre outras coisas, combater dez crimes nas ruas de Gotham.

O problema é que estas novas habilidades tem de ser desbloqueadas individualmente por cada herói, para todos os heróis desbloquearem estas habilidades, é necessário fazer um grind de 40 atividades de rua, que sinceramente, é bastante penoso e demorado.

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A navegação pela cidade pode ser feita de várias formas, além da habilidade especial (quando desbloqueada) de cada um dos heróis. Podemos usar a BatCycle que nos permite navegar pelas estradas de Gotham. Outra das hipóteses, e que é um dos mecanismos mais importantes do jogo é a utilização de um grappling hook e que nos permite subir e navegar pelas ruas de Gotham. No entanto esta mecânica conta com alguns problemas e as suas limitações são evidentes tendo-nos acontecido por vezes querer seguir em frente e o grappling hook levar-nos para cima ou para baixo. Isso tornou-se ainda mais frustrante quando nos encontrávamos no meio de atividades cronometradas.

Com o desenrolar do jogo também será possível desbloquear o fast travel. Para tal é preciso fazer scan a um número de drones que andam a voar pela zona. Acaba por ser uma ideia original mas que não é particularmente cativante, visto que por vezes temos de esperar até que os drones aterrem em cima de um edifício para conseguirmos fazer o scan.

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Outro dos aspetos que não gostámos e que na nossa opinião afeta a jogabilidade é a ausência da opção de salto. É possível passar por cima de alguns objetos ou saltar de um sítio para o outro mas apenas quando aparece a opção para o fazer. O problema é que nem sempre essa opção aparece e ocasionalmente ficamos bloqueados e temos de dar a volta ou usar o grappling hook.

Um jogo que se conseguirem, joguem em co-op

Gotham Knight oferece-nos o modo co-op que melhora bastante toda a experiência do jogo. Arriscamos mesmo dizer que é em co-op que o jogo deve ser jogado, preferencialmente com um amigo, embora também seja possível jogar com jogadores aleatórios.

Toda a experiência de ter alguém ao nosso minimiza alguns dos problemas do jogo, como a constante repetição de missões e do grind visto não existir um scale up, e com isso é mais rápido passar por certas partes do jogo.

Este modo, além de funcionar extremamente bem (não encontrámos latência ou lag, e foi extremamente simples e imediato juntar um jogador à sessão do outro), permite salvar o progresso das missões completadas. Se por exemplo um jogador se juntar a uma sessão e fizer a missão 10, quando regressa à sua sessão terá a opção de “saltar” a essa mesmo missão, mesmo que se encontre numa missão anterior.

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Gotham Knights
Gotham Knights acaba por desperdiçar uma excelente oportunidade. Assente numa boa narrativa e desenvolvimento de história e personagens, Gotham Knights falha na sua jogabilidade em particular na sua componente mais importante: o combate
Positivo
Narrativa
Co-Op
Customização dos personagens
A melhorar
Combate
A cidade de Gotham
Repetitividade de objetivos e missões
6

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