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FIFA 23 – Análise

FIFA 23 marca o fim da parceria com a FIFA

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Release Date
26 Setembro, 2022
ESTÚDIO
EA Sports
GÉNERO
Simulador de Futebol
PLATAFORMA
PS4 e PS5

Com o fim da parceria entre a FIFA e a EA Sports, coube ao título deste ano fechar este ciclo antes de se tornar EA Sports FC. FIFA 23 é um pequeno passo em frente comparativamente aos seus antecessores, embora ainda tenha um longo caminho pela frente.

FIFA 23 acaba por mais uma vez ser o campeão dos simuladores de futebol. Neste momento, o seu único concorrente é o eFootball que ainda está a encontrar o seu equilíbrio. No entanto esperam-se novidades nos simuladores de futebol com o lançamento de UFL e com Goals no horizonte (embora este último ainda não tenha data de lançamento).

Mas falando de FIFA 23, não é grande surpresa que além da introdução do Hypermotion 2 que traz um maior realismo ao jogo, as grandes alterações foram feitas no modo de jogo mais popular: Ultimate Team. Outros modos de jogo tiveram de se contentar com ligeiras alterações, sendo que os modos Volta e Pro-Clubs mantiveram-se idênticos ao título lançado no ano anterior.

Jogabilidade marcada pelo Hypermotion 2

Este ano a grande novidade é o Hypermotion 2 que nos trouxe um ainda maior realismo ao jogo. Com um enfâse na física dos movimentos quer do jogador, quer da bola, FIFA 23 tenta nos trazer uma maior proximidade da realidade.

Um pouco como no ano passado, a jogabilidade de FIFA 23 é mais pausada e lenta. O jogo não está tão rápido como nos anos anteriores, dando oportunidade a jogadores com menos velocidade de marcarem presença em alguns plantéis.

Este ano ficou muito mais complicado driblar com o analógico esquerdo uma vez que o controlo de bola ficou ainda mais difícil. As trivelas por outro lado ficaram extremamente poderosas, conseguindo ter uma maior eficácia do que um remate normal – o Quaresma deve estar louco a jogar isto!

Foi também introduzido o power shot que permite ao jogador um remate potentíssimo e quase indefensável. O único senão deste remate é o tempo que demora a carregar e que abre uma janela de oportunidade para os adversários conseguirem cortar a bola.

A marcação de bolas paradas (penalties, livres ou cantos) também foi alvo de alterações significativas, sendo mais intuitivo e agradável de usar graças a novas opções que surgem na marcação destes lances e que dão maior controlo ao jogador sobre onde colocar a bola.

Os gráficos também levaram uma ligeira melhoria com destaque para as caras de alguns jogadores que tem um ainda maior nível de nitidez e realismo. No entanto, nem todos os jogadores tiveram melhorias condizentes. Praticamente todos os jogadores menos conhecidos mantém-se inalterados ou contam com uma cara genérica que pouco tem a ver com o jogador em questão.

Outra das melhorias que notámos foi a relva que além de mais pormenorizada, guarda as marcas de carrinhos a cortes ao longo do jogo.

Ultimate Team: a jóia de FIFA 23

O modo de jogo mais odiado e amado de FIFA conta com algumas novidades.

O maior destaque vai para a transformação total na forma como é calculada a química da equipa. Se antigamente os jogadores tinham ligações diretas entre si, em FIFA 23 isso deixou de acontecer. É possível um avançado gerar química com o guarda redes, ou o lateral esquerdo com o avançado direito, etc.

A química de uma equipa vai até um máximo de 3 pontos por jogador (dando um total máximo de 33 por equipa) e, se um jogador não tiver qualquer ponto de química, não tem os seus atributos penalizados. Isso quer dizer que no pior dos cenários, o jogador joga com as estatísticas que tem por omissão. Quantos mais pontos de química, mais impulsionados são esses valores.

Outra das alterações foi a inclusão de posições secundárias nos jogadores. Um jogador tem uma posição principal e pode ter até três posições secundárias. Isto quer dizer que já não é possível jogar com o Cristiano Ronaldo no meio campo. Apenas é possível aplicar consumíveis de troca de posição para as posições secundárias de um jogador e que estão relacionadas com as posições reais dos jogadores.

Um novo modo também foi introduzido e que consiste na recriação de momentos históricos. Tratam-se de simples objetivos, como por exemplo marcar um golo com um neerlandês, ou marcar um determinado tipo de golo entre muitos outros objetivos, que quando cumpridos dão direito a stars que podem ser trocadas por packs.

Por fim, foram também introduzidas algumas novidades nos tipos de jogadores. Agora temos jogadores lengthy, controlled e explosive. Os jogadores lengthy são altos e fortes, e embora tenham um arranque rápido, conseguem atingir maiores velocidades. Já os jogadores explosive são o contrário, contando com um arranque rápido mas que perdem velocidade se tiverem que percorrer grandes distâncias. Por fim os controlled acabam por ser uma mistura dos outros tipos de jogadores.

Uma das novidades introduzidas e que dá um maior interesse ao jogo é a possibilidade de em alguns casos alterar o tipo de jogador de lengthy para controlled por exemplo usando uma carta de química.

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O sistema de química juntamente com a alteração nas posições dos jogadores acaba por ser uma novidade refrescante e que permite uma maior diversidade na construção de planteis com uma maior diversidade de jogadores.

Ao contrário do ano passado, em FIFA 23 não existiram alterações em Division Rivals e Fut Champions. Apenas nos SBC’s os objetivos estão ligeiramente diferentes comparativamente aos ao ano passado derivado das alterações efetuadas no cálculo da química, e que leva a que os desafios, até à data, não contem com objetivos de química mínima, o que é bastante agradável.

De referir por fim que é possível cross-play em FIFA 23, permitindo que jogadores de diferentes consolas (ou PC) possam jogar entre si.

Modo Carreira, solta o treinador que há em ti

Um dos modos que teve mais alterações este ano foi o modo carreira de jogador.

Este ano, além das escolhas habituais foi introduzida uma mecânica que dá para definir o perfil do jogador, podendo pender para um jogador do tipo Maverick (goleador nato e que gosta de ser protagonista), Virtuoso (playmaker) ou Heartbeat (jogador de equipa). Cada tipo de jogador trás consigo vantagens em atributos relacionados, como por exemplo num jogador do tipo maverick o drible e remate são alguns dos atributos privilegiados.

O jogador que somos não é diretamente escolhido por nós, mas sim pelas nossas ações. Além de tudo o que fazemos em campo existem decisões que tomamos que podem favorecer um determinado estilo em detrimento de outros. É possível usar o dinheiro semanal que recebemos e investir numa atividade que favorece um dos estilos, como por exemplo comprar uma bicicleta de ginásio.

Basicamente este ano o modo de carreira de jogador não se resume ao que se passa no campo ou nos treinos. Estas pequenas e simples ações afetam o desenvolvimento do nosso jogador e são uma agradável adição, dando um ar refrescante a um modo que já acusava alguma saturação.

Infelizmente o mesmo não acontece no modo de carreira de treinador que não teve grandes alterações comparativamente a FIFA 22.

Futebol feminino em crescimento e Mundial do Qatar a marcar presença

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Outro dos destaques de FIFA 23 foi a introdução de clubes femininos, sendo agora possível jogar com as atletas em jogos clubísticos e não apenas em jogos de seleção.

Por fim, um ponto que merece igual destaque é a introdução do Campeonato do Mundo de Futebol que se irá passar no Qatar. Embora ainda não tenha sido lançado, esta atualização irá ser gratuita e irá ser disponibilizada mais perto do mundial do Qatar.

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FIFA 23
Antes de se tornar EA Sports FC, FIFA 23 despede-se com uma vitória tangencial, mesmo sem grande brilhantismo, consegue introduzir alterações que melhoram a experiência dos jogadores.
Positivo
Novidades no Modo carreira de jogador
Reformulação de algumas mecânicas de Ultimate Team
Um maior realismo nas físicas do jogo
A melhorar
Alguns modos foram completamente esquecidos
Esperavam-se mais novidades relativamente ao título anterior
Microtransações de Ultimate Team
7

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