Crash Bandicoot 4 Analise scaled

Crash Bandicoot 4: It’s About Time – Análise

Capa de Crash Bandicoot
Data de Lançamento
2 Outubro, 2020
Estúdio
Toys for Bob
Género
Plataformas
Plataformas
PlayStation 4, Xbox Series X | S, Xbox One

Foram largos anos de espera mas o regresso do marsupial mais famoso dos anos 90 está de volta: Crash Bandicoot 4: It’s About Time é o regresso da alegria, das frustrações e de um género de jogo original para os dias de hoje.

É difícil nunca ter ouvido o nome: Crash Bandicoot. A famosa mascote da Sony marcou os anos 90 com vários jogos a saíram nas consolas da Sony, desde plataformas a corridas bastante loucas.

Com isto e depois do lançamento de Crash Bandicoot N. Sane Trilogy (os três títulos originais, remastered) em 2017, os fãs ficaram com o bichinho e o desejo do regresso de Crash num novo título, tornou-se cada vez mais presente.

Graças à Toys for Bob e Activision, este sonho tornou-se realidade, Crash Bandicoot 4: It’s About Time é o regresso de uma série que nos é muito querida e que felizmente, manteve a sua essência, originalidade, acrescentando várias novidades que o tornaram um título totalmente original.

História começa a seguir a Crash Bandicoot: Warped

Passaram 10 anos e os vilões Neo Cortex e Dr. N. Tropy escaparam da prisão interdimensional onde os fechámos no final de Warped. Com a fuga, procuram agora conquistar não só a nossa dimensão mas sim todas as dimensões derrotando pelo caminho Crash.

Aku Aku, a máscara mágica que acompanha Crash, pressentiu que algo não estava bem graças à alteração nas dimensões e com isto, outras máscaras mágicas foram acordadas, máscaras estas que permitem a Crash alterar entre o espaço e tempo onde está.

Crash Bandicoot 4

A aventura começa no primeiro nível do Crash original: N. Sanity Beach. Um excelente regresso carregado de nostalgia para aqueles que jogaram em 1996.

Um género que não é fácil mas dá para todos os jogadores

Uma das excelentes adições a este jogo foi a opção de jogarem entre modo Moderno, neste modo de jogo qualquer um pode aventurar-se! Se forem muito aselhas este é o modo para vocês porque não existem vidas, se perderem, voltam para o último checkpoint e voltam a tentar de novo – sem obrigações. Se gostarem do género mais old school, podem jogar em modo Retro onde se ficam sem vidas, perdem o nível e voltam ao início.

Visualmente muito bom

Os níveis oferecem todos variedade e queremos sempre continuar a jogar para ver qual o próximo nível e inimigos que vamos encontrar. Para além dos ambientes e bosses que encontramos, também existem níveis que jogamos com personagens para além de Crash – que conseguem ser igual ou ainda mais divertidos!

Apesar de algumas quebras de performance em alguns níveis, de forma geral o jogo aguenta muito bem os efeitos sequências que encontramos nos diferentes níveis. Para um jogo de plataformas espera-se que seja o mais responsivo possível, caso contrário, um salto pode cair mal e resultar na repetição de um checkpoint e frustração para o jogador. De forma geral, não vai ser por aqui que vão ser castigados.

Crash Bandicoot 4

A frustração chega quando começamos a perder e a repetir vezes sem conta sem parar primeiro para respirar e preparar os saltos. Não é um jogo próprio para os jogadores pouco pacientes ou que esperam algo muito básico.

Muito conteúdo, mesmo depois de terminada a campanha

A campanha não é muito longa, são cerca de 12 horas se quiserem fazer tudo “a correr”. Mas existe muito valor de repetição para os verdadeiros fãs da série. Entre fatos que podem desbloquear, existem formas diferentes de jogar os níveis como por exemplo no modo N. Verted, onde tudo fica ainda mais complexo!

Crash Bandicoot 4

Para os amantes dos troféus podem esperar um desafio adicional: chegar aos 100% é muito difícil: apanhar todas as relíquias, frutas e ainda fazer os níveis em contra-relógio não é para todos.

Crash Bandicoot 4: It’s About Time é o melhor da série

Crash Bandicoot 4: It’s About Time foi uma lufada de ar fresco nos dias de hoje onde faltam jogos do género. Um clássico jogo de plataformas com visuais coloridos e sequências de saltos (e quedas) recheados de diversão e frustração. Enquanto jogamos e relembramos o passado fica claro como o género envelheceu tão bem e em como It’s About Time melhorou ainda mais a série com novas dinâmicas nos níveis, personagens e variedade de ambientes.

É um excelente regresso de Crash e deixou-nos com vontade para mais.

Positivo
Um regresso fiel aos originais
Visuais muito bons
Longevidade e conteúdo que convidam a repetir
Jogar com outros personagens para além de Crash
Difícil mas acessível para os jogadores mais iniciantes
A melhorar
Algumas quebras de performance
8
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