COD Vanguard

Call of Duty Vanguard – Análise

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Release Date
5 Novembro, 2021
ESTÚDIO
Sledgehammer Games
GÉNERO
First Person Shooter
PLATAFORMAS
PS4 e PS5

Call of Duty Vanguard retorna à segunda guerra mundial sem arriscar muito na fórmula de sucesso que os jogos de Call of Duty nos habituaram. Apesar da campanha e multiplayer não trazerem grandes novidades, continuam a oferecer bastantes horas de divertimento. Coube ao modo zombies a introdução de algumas novidades, que apesar de não ser de agrado a todos tem um enorme potencial se algumas falhas forem corrigidas e conteúdo for acrescentado.

Como o próprio menu de início do jogo demonstra, Call of Duty Vanguard apresenta-nos os três tradicionais modos: Campanha, Zombies e Multiplayer. Iremos analisar cada um deles individualmente.

Campanha não muito vanguardista

Apesar de não ser um dos grandes destaques do franchising de Call of Duty, o modo campanha presenteia-nos com algumas umas horas de diversão bem passadas. Call of Duty Vanguard segue a linha dos seus antecessores através de uma narrativa passada durante a segunda guerra mundial e onde fazemos parte de uma equipa de elite: Vanguard.

Começamos a campanha num comboio nazi em movimento. Sem grande contexto ou introdução, apenas temos o objetivo de conseguir controlo do comboio, tendo de eliminar as ameaças nazis que se tentam impedir que isso aconteça enquanto chegamos ao meio

Fazendo parte desta equipa de elite temos quatro personagens que se destacam:

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Lucas Riggs
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Wade Jackson
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Arthur Kingsley
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Polina Petrova

Durante a campanha iremos jogar com todos estes personagens. Embora cada um tenha missões específicas, em missões iremos alternar de personagens.

O britânico Arthur Kingsley é um líder nato, e quando jogamos com com esta personagem temos a habilidade de comandarmos as tropas para atacarem determinados inimigos, permitindo-nos flanqueá-los ou juntar-nos à chuva de balas que as nossas tropas estão a despejar sobre o inimigo.

Wade Jackson, piloto norte-americano e Lucas Riggs pertencente ao exército Australiano e combate nazis em África maioritariamente com o uso de explosivos são duas personagens com feitio semelhante e que embora sejam excelentes soldados, têm alguns problemas em acatar ordens. Ambos detêm habilidades quando jogamos com eles, sendo que com Wade Jackson conseguimos detetar inimigos ao longe durante um período de tempo, enquanto Lucas Riggs conta com o enorme poder de explodir coisas.

Por fim temos Polina Petrova que acaba por ser a estrela da companhia e que conta com uma excelente interpretação da Laura Bailey. Polina não só é a personagem mais interessante dos quatro, como é corpo presente nas missões mais interessantes desta campanha. As suas habilidades baseiam-se na sua agilidade e movimentação, que permitem passar rapidamente por espaços apertados e subir paredes.

A campanha do novo Call of Duty Vanguard conta com vários flashbacks que nos introduzem as personagens e permite-nos jogar em vários cenários de guerra espalhados geográfica e temporalmente.

Nestes flashbacks visitamos alguns cenários de guerra marcantes como a Operation Tonga onde jogamos com Arthur Kingsley numa operação que visa preparar o Dia D ou na Battle of Midway onde comandamos um Dog Fight na pele de Wade Jackson.

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No entanto, e como já havíamos referido, as melhores missões estão reservadas para Polina Petrova e a batalha por Stalingrado. A história de Polina começa poucos minutos antes dos ataques alemães à cidade, naquilo que se tornou um dos pontos de viragem da segunda guerra mundial. A contextualização do porquê de Polina ter um ódio tão grande aos nazis, ao contrário dos outros personagens, permite ao jogador estabelecer um maior nível de ligação com Polina.

Com uma longevidade de cerca de cinco horas, a campanha de Call of Duty Vanguard presenteia-nos com uma qualidade visual deslumbrante, principalmente durante as cut-scenes.

A campanha de Call of Duty Vanguard, apesar de bastante competente quer em termos gráficos, quer na sua jogabilidade, conta apenas com alguns momentos verdadeiramente memoráveis. Acaba por ser uma campanha demasiado linear e onde o jogador tem de ir do ponto em ponto eliminando todos os inimigos que aparecem pela frente.

Tirando as missões de Polina, não foram tomados muitos riscos no que diz respeito à criatividade como aconteceu por exemplo na campanha de Call of Duty Cold War, onde tivemos missões mais focadas no stealth, desafios e opções que alteravam o fim do jogo.

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Zombies of Duty

Um dos modos mais apreciados do franchising Call of Duty é o seu modo Zombies. Inicialmente desenvolvido pela Treyarch, o modo Zombies apareceu inicialmente em Call of Duty: World at War, tendo o nome de Nazi Zombies tendo tido um enorme sucesso entre jogadores.

Passados 13 anos o modo Zombies de Call of Duty Vanguard voltou estar a cargo da Treyarch, que sem grandes supressas voltou à temática de Zombies nazis, principalmente tendo em conta o contexto de Vanguard.

Posto isto, a expetativa era elevada e inquestionavelmente a Treyarch arriscou e tomou algumas decisões e criou o modo Der Anfang tendo tornado este modo em algo mais dinâmico onde o jogador anda a saltar de mapa em mapa com desafios específicos invés de ter continuamente rondas de zombies onde em cada ronda a dificuldade aumentava.

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O contexto é simples. Numa realidade paralela os nazis apostaram forte num exército de mortos e a coisa descontrolou-se. A cidade de Estalinegrado encontra-se repleta deste exército de zombies e cabe ao jogador (sozinho ou acompanhado com mais 3 jogadores) ajudar a limpar as ruas desta infestação zombie.

Antes de sermos lançados para este novo modo podemos selecionar o armamento que queremos levar que inclui um artefacto. Tratam-se de poderes especiais que nos ajudarão a eliminar zombies ou a ajudar-nos a sair de situações mais complicadas, como por exemplo o Aether Shroud que nos permite ficar invisível durante cinco segundos.

Podemos escolher uma arma de qualquer uma das classes existentes, sendo que apenas com o desenrolar do jogo vamos acumulando pontos que nos permitirão desbloquear outras armas. A arma que usamos tem um sistema de progressão até ao nível 65 e que também permite desbloquear upgrades para a nossa arma, como miras, carregadores, etc.

Esta progressão quer ao nível do jogador quer ao nível das armas é partilhada entre os modos Zombies e MultiPlayer.

O jogo começa numa Hub Zone. É nesta zona que podemos efetuar os vários upgrades existentes e selecionar um dos portais existentes. Existem três portais diferentes onde cada um dos portais é referente a uma missão específica:

  • Blitz – Trata-se de uma das missões mais simples onde o único objetivo é sobrevir durante determinado tempo.
  • Harvest – Nesta missão os zombies morrem por vezes deixam cair runes. Cabe ao jogador coletar essas runes e colocá-las nos depósitos chamados Sineaters. É necessário fazer este processo três vezes.
  • Transmit – Por fim, neste modo guiamos uma cabeça zombie pelo mapa até ao final do seu caminho, tendo de eliminar os zombies que aparecem

Após terminarmos cada um dos objetivos acima descritos somos transportados novamente para o Hub onde, apesar de existir algumas resistência, conseguimos evoluir o nosso armamento.

Neste Hub é possível evoluir a nossa arma e armadura até um nível máximo de três (inicialmente começa a zero). Esta evolução é possível através da moeda do jogo que é ganha quando matamos zombies ou finalizamos um dos níveis. Outra moeda utilizada é scrap que vem igualmente da morte de zombies.

Os upgrades não ficam por aí. Existem fontes de perks que nos permitem ter boosts permanentes. Existem cinco tipo de perks que passam pelo melhoramento do movimento, reload, critical damage, vida máxima e regeneração de vida.

Por fim existe um altar onde podemos adquirir covenants. Tratam-se de habilidades permanentes que são geradas aleatoriamente e que podemos adquirir e usar até a um máximo de três em simultâneo.

Estas habilidades são bastante diversificadas e passam por aumentar a probabilidade que um zombie fique do nosso lado, que os zombies fiquei momentaneamente  mais lentos, maior dano quando estamos parados entre outras possíveis habilidades.

Welcome to Call of Duty®: Vanguard Zombies — Q&A With the Treyarch Team

Este novo modo Zombies arrisca na fórmula tradicional, o que a nosso ver é algo bom. No entanto a falta de conteúdo faz com que rapidamente este modo se torne extremamente repetitivo, perdendo o interesse facilmente. Se não for jogado com amigos será um modo que será descartado rapidamente, pelo menos até serem introduzidas novo conteúdo. A ausência de easter eggs e armas especiais é outro dos fatores a apontar e que deveria ser revisto num próximo update assim como a possibilidade de pausar o jogo quando estamos a jogar a solo.

Outros dos problemas reside com a pouca variedade de inimigos, havendo apenas três classes de inimigos. Seria igualmente interessante, principalmente para os fãs mais tradicionais deste de modo de jogo, ter o modo clássico de zombies.

Com a primeira temporada de Call of Duty Vanguard a começar a 9 de Dezembro, coincidindo com a atualização Pacific é esperado que alguns melhoramentos sejam introduzidos no modo Zombies, embora até à data não tenha sido adiantado

Multiplayer

O modo mais popular do franchising de Call of Duty é o seu modo multiplayer. Em Vanguard este modo apresenta poucas novidades, sendo uma evolução natural do seu antecessor (Cold War) e que nos oferece bastantes horas de diversão através dos modos incluídos:

  • Hardpoint – Tentar conquistar e defender objetivos o mais tempo possível.
  • Free-for-all – Um deathmatch de todos contra todos onde o objetivo é conseguir o maior numero de mortes.
  • Team Deathmatch – Semelhante ao modo Free-for-all mas jogado em equipa.
  • Kill Confirmed – Idêntico ao Team Deathmatch mas com a obrigatoriedade de recolher as dog tags dos inimigos.
  • Patrol – Modo onde é necessário conquistar zonas e ganhar pontos para a equipa.
  • Champion Hill – Uma das adições deste ano traz-nos 8 equipas de 2 ou 3 jogadores que batalham entre si, uma de cada vez. Funciona como uma espécie de campeonato, e a última equipa a sobreviver vence o jogo.
  • Domination – Um dos modos mais populares de Call of Duty regressa em Vanguard. Neste modo é necessário capturar e defender as três bandeiras do mapa.
  • Search and Destroy – As equipas jogam em turnos a defender ou a destruir um objetivo, sendo que neste modo não existe respawn.

Ao contrário do que vem sido habitual, em Vanguard temos de 20 mapas disponíveis desde o lançamento do jogo, o que torna este modo ainda mais viciante. Os mapas existentes passam pelo Norte de Africa, Alemanha, Rússia entre outras localizações relacionadas com a segunda guerra mundial. Os mapas são maioritariamente equilibrados com vários locais para nos abrigarmos da chuva de fogo e múltiplos caminhos que permite algum jogo tático numa ótica de tentarmos flanquear o inimigo.

Com a primeira temporada a começar já no próximo dia 9 de Dezembro que irá contar com a atualização Pacific e que trará novos mapas, armas.

Conforme já havíamos referido nesta análise, o progresso do modo Zombies é transportado para o modo multiplayer.

As armas em Vanguard são extremamente satisfatórias de usar. A STG44 ou a Volk são impressionantes, e os upgrades que podemos fazer à arma mudam completamente o seu comportamento com enfâse na velocidade ou no recoil.

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Além do progresso do jogador, o progresso do operador que usamos também é partilhado entre modos.

Quanto mais evoluirmos o personagem mais itens o jogador consegue desbloquear. No entanto nem todos os operadores estão disponíveis, sendo que é necessário cumprir certos requisitos para desbloqueálos, como por exemplo para podermos jogar com a Polina Petrova temos de cumprir o requisito de matar 200 pessoas com uma sniper.

A possibilidade de jogar este modo cross-play faz com que os tempos de carregamento até começar um jogo sejam bastante reduzidos.

Não existe muito de errado neste modo, tirando um ou dois pormenores que podiam ser melhorados como a localização de Respawn, onde nos aconteceu algumas vezes fazer respawn e instantaneamente sermos bombardeados com tiros. Outro dos pontos fracos a apontar é a letalidade dos cães, que eliminam imediatamente um jogador mal lhe toque.

Conclusão

Call of Duty Vanguard não é definitivamente um dos títulos mais inovadores do franchising no que diz respeito ao seu modo multiplayer e campanha. Apesar de não correr muitos riscos, ambos os modos são extremamente satisfatórios e competentes, e acima de tudo divertidos de jogar. No que diz respeito ao modo Zombies alguns riscos foram tomados, e apesar dos elogios que merece as inovações introduzidas, a falta de conteúdo apresentado torna-o rapidamente repetitivo e desinteressante.

COD Vanguard
Call of Duty Vanguard
Positivo
Jogabilidade
Gráficos
Divertido de jogar
A melhorar
Falta de conteúdo no modo zombies
Campanha demasiado linear
7